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Curso de especialização em Psicoterapia Psicanalítica - USP

 

 

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Eventos Realizados
 

Retrospectiva dos eventos realizados no primeiro semestre de 2011

  

Coquetel confraternização /no MAC – Museu de Arte Contemporânea

Palestra:
“A neutralidade no processo analítico.”
Palestrante : Gina Khafif Levinzon, Doutora em psicologia clínica, psicanalista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, professora do Curso de Especialização e Psicoterapia Psicanalítica – USP.

Data: 01 de abril de 2011
Local: Av. Indianópolis, 1967
Horário: 9h às 12h
Inscrições: (11) 5573-9430 - secretariaapp@uol.com.br

INVESTIMENTO:
Associados APP: R$20,00
Calouros CEPSI: Gratuito

Retrospectiva do evento 

O final de semana na APP foi intenso e muito produtivo, excepcionalmente tivemos 2 eventos seguidos, fato esse que intensificou o animo e interesse de nossos associados
Na 6ª feira usufruímos de momentos agradáveis no coquetel de confraternização, após a palestra da Prof.ª Gina Khalif Levinzon, contamos com a participação do prof. Ryad Simon, sempre esperada e oportuna e a presença sempre amiga da Prof.ª Kayoko Yamamoto.

O1 de abril de 2011- Palestra da Prof. Gina Khafif Levinson

A Neutralidade em Psicoterapia Psicanalítica - Assunto sempre atual, que provoca nosso constante posicionamento, e nos faz levantar questões sobre de que neutralidade falamos. Que pratica é essa que nós psicoterapeutas psicanalíticos exercemos e como devemos agir nas situações em que o paciente nos coloca sob pressão, questionando aspectos de nossa vida pessoal. Essa reflexão nos faz pensar até onde vai o limite da neutralidade, a anonimidade e a liberdade de estar com o paciente do jeito que se é. 
Gina citou Baranger, Massud Khan, Freud... , para assinalar a atenção flutuante como recurso a nos guiar na busca da verdade pessoal do analisando, refreando nossa ambição terapêutica, e como um “espelho opaco” refletir apenas o que lhe é mostrado. 
Como conduzir-se, controlar-se e guiar-se pelas capacidades do paciente ajustando nossa compreensão e nossa comunicação e não satisfazer-lhes os desejos. 
Basear nossa conduta na imparcialidade permite a busca da verdade pessoal do analisando livre de qualquer preconceito e julgamento moral, auxiliando o desenvolvimento de seu mundo psíquico. Gina também citou a neutralidade como a capacidade de estar aberto ao novo para que este apareça e seja compreendido (o novo que surge do paciente, sem julgamento sem expectativas e o novo que surge da relação, no aqui e agora da situação analítica). Assim sendo esse posicionamento é auxilio valioso para proteger o paciente e o analista. 
O Prof. Ryad fez considerações a respeito desse tema como decorrência da domesticação da contratransferência, para que ela nos guie no caminho de acesso ao mundo mental do paciente e do atuar sem excesso de angustia ou desejos. 

Ligia Teixeira Martins
Nicia de Lara Crelier Azevedo 

Confira as fotos....

  

Psicanálise e Religião- reflexão sobre a questão da atenção religiosa e da atenção na prática clínica
 
Palestrante: Elisa Ulhôa Cintra, Psicanalista, Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP, Professora da Faculdade de Psicologia da PUC, autora de Melanie Klein: estilo e pensamento, praticante de meditação cristã.

Data: 02 de abril de 2011
Local: Av. Indianópolis, 1967
Horário: 9h às 12h  
Inscrições: (11) 5573-9430 - secretariaapp@uol.com.br 

INVESTIMENTO:
Associados APP: Gratuito
Não Associados: R$ 20,00
Calouros CEPSI: Gratuito

Retrospectiva do evento 

O2 de abril 2011 – Palestra de Elisa Uchôa Cintra

Sábado na palestra da psicanalista Elisa Ulhôa Cintra, tivemos um publico interessado e participativo. 
Sobre Psicanálise e Religião – Elisa abordou o tema da atenção do terapeuta como a capacidade de estar inteiro na relação, aberto à recepção dos conteúdos do paciente, sem julgamento, poder olhar o outro e ser receptivo ao que ele traz ao que ele é, e o que nos conta. É também uma atitude religiosa, de silencio e devoção à vida.
Elisa de formação psicanalítica e estudiosa de filosofia e religião ressalta o recurso da meditação como instrumento a mais para, para esvaziar nossos pensamentos e lidar com o nosso vazio como também estarmos abertos ao novo, sem julgamento, sem expectativas como propõe Bion, “sem memória e sem desejo”. 
Elisa defende a prática da meditação como ferramenta a ampliar nossa escuta, e lidar com a dor e a ansiedade de quem nos procura, Diminuindo nossa ansiedade e a expectativa que temos a respeito dos outros e ampliando nosso interesse e desprendimento em relação à tendência a controlar e julgar.
Citou vários autores, psicanalistas e filósofos, entre eles: Heidegger, Simone Weill, Anna Arent, David Lynch, que utilizou para desenvolvimento de suas idéias. O que mobilizou a platéia para comentários sobre a posição de Freud sobre a religião. 
Elisa ressalta que as crenças religiosas não são piores nem melhores que outras crenças racionais, emocionais, etc. e que as questões comprometedoras são as superstições e o fundamentalismo. 
Reforça a religiosidade como um ato de fé e confiança na intersubjetividade, como uma entrega que fala de um sentimento de confiança no eu e no mundo. 
Compara a crença em Deus como algo que vem de fora, assim como a vida que é um processo, uma dádiva recebida da qual o sujeito não tem nenhum controle ou domínio. 
Foi uma lição de vida para nós. 

Ligia Teixeira Martins
Nicia de Lara Crelier Azevedo

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